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Roteiro de Reels no padrão CENA com ON e OFF: como escrever, com exemplo completo

Conteúdo e IAAtualizado em 10 min de leituraPor Mídiamente · VisionX

Roteiro no padrão CENA divide o vídeo em blocos numerados e marca, em cada um, se a pessoa fala olhando para a câmera (ON) ou se a voz entra por cima de imagens (OFF). Assim quem grava, quem edita e quem aprova leem a mesma folha e sabem exatamente o que filmar.

Nesta página (8 partes)
  1. 1.O que significam CENA, ON e OFF
  2. 2.A estrutura que funciona para vídeo curto
  3. 3.Exemplo completo de roteiro no padrão CENA
  4. 4.Como escrever fala que parece fala
  5. 5.Como escrever as imagens de apoio
  6. 6.Passo a passo para escrever o seu roteiro
  7. 7.Onde a IA entra nesse trabalho
  8. 8.Como ligar o roteiro ao calendário

O padrão CENA é uma forma de escrever roteiro em que cada trecho do vídeo vira uma cena numerada, e cada cena diz duas coisas: o que a pessoa fala e se ela aparece falando (ON) ou se só a voz dela é ouvida sobre outras imagens (OFF). É simples de propósito. Quem grava sabe o que filmar, quem edita sabe onde entra cada imagem e o cliente entende o vídeo antes de ele existir.

Neste texto você vê a estrutura, um roteiro completo escrito do começo ao fim, as regras de fala que fazem o vídeo soar natural e os erros que mais geram regravação. Tudo pensado para a rotina de agência, em que o mesmo roteiro passa por redator, apresentador, editor e aprovador.

O que significam CENA, ON e OFF

Os três termos são curtos e cada um resolve um problema de comunicação entre as pessoas que fazem o vídeo.

  • CENA: um bloco do vídeo com uma ideia só. Vem numerada (CENA 01, CENA 02…) para que todo mundo cite o mesmo trecho sem confusão. Se você precisa de duas ideias, são duas cenas.
  • ON: a pessoa aparece falando, olhando para a câmera. É a parte de presença: gancho, opinião, convite. Pede gravação com luz, áudio limpo e a pessoa disponível.
  • OFF: a voz entra sobre imagens de apoio (o produto, o ambiente, a tela, um detalhe). Pode ser gravada depois, no sossego, e as imagens podem ser filmadas sem o apresentador no local.

A separação ON e OFF parece detalhe, mas muda a logística. ON exige a pessoa na frente da câmera. OFF só exige a pessoa na hora de gravar a voz. Quando o roteiro marca isso, o produtor consegue agrupar o que depende do apresentador e o que não depende, e a diária de gravação rende mais.

A estrutura que funciona para vídeo curto

Vídeo curto é uma sequência de pequenas promessas cumpridas. A primeira cena prende, as do meio entregam, a última convida. O Mídio, a IA de conteúdo da Mídiamente, segue essa lógica: com a IA conectada, o pedido impõe no máximo 6 cenas para Reels de até 60 segundos, com a última cena de chamada para ação e a marca, e alterna ON e OFF no meio. O gerador local, sem IA, monta de 3 a 8 cenas, conforme o número que você escolher.

CenaTipoFunçãoO que escrever
01ONGanchoUma frase que faz a pessoa parar de rolar: pergunta, erro comum ou promessa concreta, dita direto para a câmera.
02OFFContextoVoz sobre imagens que mostram o problema ou o cenário. Diz por que o assunto importa.
03ONProva ou diferencialA pessoa traz o argumento central, de preferência com um detalhe específico, e não um adjetivo.
04OFFBenefícioVoz sobre o produto ou serviço em uso. Mostra o resultado, não só afirma.
05ONChamada para açãoUm convite só, com o nome da marca. “Chama no WhatsApp” ou “Agende pelo link da bio”.

Cinco cenas cabem com folga em um vídeo de 30 a 45 segundos. Mais cenas não deixam o vídeo melhor, deixam o corte mais nervoso. Se o assunto pede mais, o caminho costuma ser dividir em dois vídeos.

Exemplo completo de roteiro no padrão CENA

O exemplo abaixo é ilustrativo: a clínica e os detalhes são inventados só para mostrar o formato. Tema do vídeo: três cuidados com o aparelho ortodôntico. Apresentadora: a dentista da clínica. Tom: próximo e didático, sem termo técnico pesado.

Repare no que o roteiro faz. A cena 01 tem uma pergunta que o público se faz sozinho. A cena 02 mostra o problema antes de explicar. A cena 03 dá a instrução em uma frase falável. A cena 04 usa imagem para o que seria longo de explicar. A cena 05 pede uma ação só. Cada cena tem uma única função, e dá para apontar com o dedo qual é.

Como escrever fala que parece fala

O erro mais comum de roteiro é escrever para ser lido. Texto lido tem frase longa, vírgula demais e palavra que ninguém usa em voz alta. Roteiro precisa soar bem na boca de quem vai dizer. As regras abaixo ajudam.

  • Uma ideia por frase. Se você precisa respirar no meio, corte a frase em duas.
  • Escreva do jeito que a pessoa fala. “Pra” em vez de “para a” funciona se é como o apresentador fala. O tom de voz da marca manda, e este assunto tem um texto próprio sobre como definir o tom de voz de uma marca.
  • Abra pelo que interessa ao público, não pelo nome da empresa. Nome da marca entra no fim, junto com a ação.
  • Troque adjetivo por detalhe. “Atendimento incrível” não prova nada. “Resposta no mesmo dia” é algo que o público pode checar.
  • Uma chamada para ação só. Dois convites no final dividem a atenção e a pessoa não faz nenhum.
  • Leia em voz alta antes de aprovar. Se você tropeça, o apresentador também vai tropeçar.

Como escrever as imagens de apoio

A cena OFF só funciona se a imagem sustenta o que a voz diz. Por isso, junto de cada cena OFF, escreva em uma linha o que deve aparecer na tela. Foi o que o exemplo fez entre parênteses. Essa linha é o pedido de filmagem: o produtor lê e sabe que precisa de um close da escova e de uma foto do kit.

Peça mais de uma imagem por cena OFF quando a fala for comprida. Imagem parada por mais de três ou quatro segundos cansa, e o editor ganha liberdade de corte. Outra dica: pense nas imagens antes de escrever a voz. Se você não consegue imaginar o que mostrar, a frase provavelmente é abstrata demais.

Passo a passo para escrever o seu roteiro

  1. 1

    Defina a única mensagem do vídeo

    Escreva em uma frase o que o público deve entender ou fazer depois de assistir. Se a frase tem “e também”, são dois vídeos.

  2. 2

    Escolha o gancho da CENA 01

    Pergunta, erro comum ou promessa concreta. Teste: alguém que não conhece a marca pararia para ouvir a segunda frase?

  3. 3

    Distribua ON e OFF conforme a logística

    Marque como ON o que precisa de presença e como OFF o que se resolve com voz e imagem. Isso define quantas diárias de gravação o vídeo pede.

  4. 4

    Escreva a fala em frases curtas

    Uma ideia por frase, no jeito que o apresentador realmente fala. Corte tudo o que seria só enfeite.

  5. 5

    Descreva a imagem de cada cena OFF

    Uma linha por cena, concreta e filmável. Evite “imagens do produto”: diga qual detalhe, em que ângulo.

  6. 6

    Feche com uma chamada para ação e o nome da marca

    Um convite só, com o canal já definido: WhatsApp, link da bio, endereço.

  7. 7

    Leia em voz alta e mande para aprovação

    Corrija o que travar na língua. Depois siga o fluxo de aprovação de conteúdo combinado com o cliente.

Onde a IA entra nesse trabalho

Na Mídiamente, o Mídio gera o roteiro já no padrão CENA, com ON e OFF, usando o nome do cliente, o apresentador e o tom de voz cadastrados no perfil dele. Você informa o tema, o formato e, se quiser, o número de cenas, e recebe um primeiro rascunho. Se a IA de conteúdo estiver ativa, o texto vem de um modelo de linguagem; sem ela, o sistema entrega a estrutura em modelo local para você preencher.

Trate o resultado como rascunho. A estrutura economiza o começo, mas o detalhe específico que torna o vídeo bom (a promoção da semana, o caso real, a frase que só aquele dono de negócio diz) vem de quem conhece o cliente. Para isso, uma boa base é o briefing de cliente bem preenchido. Para ver o assunto de forma mais ampla, leia também como usar IA na agência de marketing.

Como ligar o roteiro ao calendário

Roteiro solto no documento some. Cada vídeo precisa de data de gravação, data de entrega e data de publicação, e deve estar no calendário editorial do cliente. O combinado mais útil é separar duas datas: a do roteiro aprovado, que libera a gravação, e a da peça pronta. Sem a primeira, a gravação acontece sobre um roteiro que o cliente ainda não viu, e a regravação sai cara.

Quer gerar roteiros no padrão CENA no tom de cada cliente e ligar cada vídeo ao calendário? Dá para começar pelo plano gratuito.

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Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre ON e OFF no roteiro de vídeo?

ON é quando a pessoa aparece na imagem falando, geralmente olhando para a câmera. OFF é quando só a voz dela é ouvida, por cima de outras imagens, como o produto ou o ambiente. Marcar isso no roteiro ajuda a planejar a gravação, porque só o ON exige o apresentador no local.

Quantas cenas um Reels deve ter?

Para um vídeo de até 60 segundos, a regra prática é manter até 6 cenas, e de 4 a 5 costuma bastar para 30 a 45 segundos. Mais cenas deixam o corte nervoso sem melhorar a mensagem. Se o assunto não cabe, divida em dois vídeos.

Como começar um roteiro de Reels?

Com um gancho na primeira cena, em ON, dito direto para a câmera. Pode ser uma pergunta, um erro comum ou uma promessa concreta. O objetivo é fazer a pessoa ouvir a segunda frase, então fale do problema dela, não do nome da empresa.

A IA consegue escrever o roteiro inteiro sozinha?

Ela entrega um bom rascunho com a estrutura de cenas, ON e OFF e o tom do cliente, mas não conhece a promoção da semana nem o caso real que torna o vídeo único. Use a IA para ganhar o começo e peça a alguém que conhece o cliente para revisar e acrescentar o detalhe específico antes da gravação.

O roteiro precisa ser aprovado pelo cliente antes de gravar?

Sim, porque é o momento mais barato para corrigir. Mudar uma frase no papel leva minutos, mas regravar uma cena com apresentador, local e equipe custa um dia. Combine duas aprovações: a do roteiro, que libera a gravação, e a do vídeo pronto, que libera a publicação.

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